A Freguesia de Azambuja

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Azambuja é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, com cerca de 6.900 habitantes. Desde 2002 que está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo. Até aí fazia parte da antiga região de Lisboa e Vale do Tejo. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo. De notar, que a nossa Freguesia faz parte da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, cujo território coincide com a NUTS III.

A Freguesia é sede de um município com 261,66 km² de área e 21.422 habitantes (2021), subdividido em 7 freguesias.

Habitantes
0
Agregados Familiares
0
Alojamentos
0
Edifícios
0
Área da Freguesia
0 km2

A vila de Azambuja, freguesia “sede” do Município do mesmo nome, é paróquia de Nossa Senhora da Assunção, do Patriarcado de Lisboa. Com os seus 83, 446 km 2 é a maior freguesia e a mais populosa do Concelho, com 8 190 habitantes nos Censos de 2021. Foi batizada de “Vila Franca” em 1200 na Carta de Doação e Povoamento, quando D. Sancho I a concedeu em honra ou mercê perpétua ao seu 1.º senhor D. Rolim e aos seus companheiros de cruzada vindos da região da Flandres, que não fez subsumir a designação árabe ou moçárabe já cimentada “zambuja” ou “azabuja” que queria dizer em árabe “oliveira brava” ou zambujeiro.

Será o seu alcaide e senhor D. Rui Fernandes e sua mulher, D. Elvira Esteves que de comum acordo com os moradores, produzem por contrato o primeiro instrumento regulador da vida da comunidade da Vila e seu termo, a 17 de maio de 1272. Este instrumento vigorará até que em 17 de janeiro de 1513 D. Manuel lhe concede “foral novo”, cabendo desde o início ao Senhorio da Vila a apresentação dos magistrados municipais, como estava estipulado nas Ordenações para os juízes ouvidores. Só em 1801 a nomeação do juiz de fora competirá ao tribunal superior do Desembargo do Paço.

De concelho mono paroquial até quase meados do século XIX, acaba esse mesmo século territorialmente unificado e como hoje o conhecemos.

Delimitado desde o século XII, o território da freguesia tem a peculiaridade de concentrar duas realidades geomorfológicas distintas e socioeconomicamente complementares, cuja fronteira artificial, é a linha do caminho de ferro. Para Norte, o “bairro” ou charneca de minifúndio ou pequena propriedade, com povoamento concentrado disperso, salvo a relativamente grande concentração urbana da Vila e, a Sul a grande propriedade na fértil planície da lezíria ou “campo”, que tem no grande Tejo o seu limite natural.

A urbanidade da Vila apresenta uma racionalidade funcional que sabiamente foi sendo implementada no tempo e no espaço, com os principais arruamentos e vias de circulação pública urbana na longitudinal Nascente-Poente, que se interligam por travessas e escadarias que vencem os naturais declives topográficos até aos pontos mais altos, como o esporão natural do Alto da Torre.  Esta estruturação urbana, justifica que os essenciais serviços, comércio e monumentos se localizem na antiga Rua Direita, que conduzia à Praça, Paços do Concelho e Matriz (Rua Eng. Moniz da Maia e Rua Vítor Cordon, atual), como são o Marco da Légua, o Pelourinho, a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia e Hospital do Espírito Santo. Agradavelmente pedonável, podemos dizer que na Azambuja histórica, cada recanto tem o seu encanto.



Como era natural, a geomorfologia e a expansão urbana, resultante de vários fenómenos sociais, económicos e demográficos, fez a malha urbana contínua crescer “grosso modo” para Norte do que se intui como centro histórico. A industrialização na segunda metade do século XX, a implementação de zonas e eixos industriais, posteriormente eleita pelos serviços do ramo da distribuição comercial das grandes superfícies da Grande Lisboa, resultou num substancial e positivo aumento demográfico e consequente aumento da área habitacional.

Aos quase 8 200 residentes, todos os dias chegam e passam centenas ou milhares de pessoas que aqui trabalham ou a caminho do trabalho. Apesar do Município e da Vila de Azambuja se localizarem no extremo Oriental Norte do Distrito de Lisboa a que pertence e o mais a Ocidente na margem Norte do Tejo da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo onde se integra, dispõe e oferece acessibilidades e centralidades inquestionáveis. Estacão ferroviária terminal nas ligações suburbanas – Linha de Azambuja – fica a cerca de meia hora nos comboios regionais a Santarém no sentido Norte, tempo igual até Lisboa e aeroporto Gen. Humberto Delgado. A cerca de dez minutos estão os dois grandes acessos á A1, ou Autoestrada do Norte, quer se trate do nó de Aveiras como do Carregado, pela Nacional 3.

A ponderação combinada de todos estes fatores, Azambuja acaba por reunir, oferecer e propiciar condições ímpares de atratividade e centralidade, constantemente e cada vez mais exigentes na promoção e desenvolvimento local, nacional e europeu.

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